domingo, 17 de outubro de 2010

Capitulo 12 ♥

Os dois se entreolharam por alguns segundos de tensão. Vanessa ficou em pé e virou-se de costas para ele. Na pia uma pilha de pratos sujos. Ela começou a lavar a louça na esperança de que as suas mãos não estivessem tremendo a ponto de derrubar algo.
— Não há uma outra mulher.
— Você está certa disso?
— Por que você veio aqui? Para arrancar um pedido de perdão? Você não precisa fazer isso. Eu já pedi desculpas.
— Me veio à cabeça a idéia de que você e o seu namorado talvez estejam conspirando contra mim. Quem sabe o casal não deduziu que se você fosse capaz de me enrolar, seria apenas uma questão de tem­po para começar a tirar dinheiro de mim? — Zac não ventilara nenhuma hipótese como esta, mas queria jogar lenha na ira dela, forçá-la a cuspir a fúria e assim cuspir também os sentimentos, pois a imagem dela o havia atormentado durante toda a semana.
Vanessa voltou-se para ele como se em estado de choque.
— Isso foi a coisa mais... mais... horrenda que você já me disse! Como você ousa?
Ela caminhou em direção a ele com o pano de prato em uma das mãos cega de raiva. Zac desejou puxá-la com força, colocá-la no colo e arrancar com um beijo aquela expressão da face dela.
— Eu sou um homem extremamente rico. Riqueza traz suspeita.
— Então lamento muito por você, lamento demais!
— Não seria a primeira vez que sou perseguido por uma merce­nária.
— Se eu me lembro bem, você é quem está perseguindo aqui! — Vanessa estava de pé, de frente para ele sentado na cadeira, e curvava-se para confrontá-lo.
— É verdade, mas talvez você seja uma oportunista engenhosa que sabe aproveitar uma chance quando essa se apresenta...
— Você é... Você é...
— Alguém acostumado a ler os motivos atrás de cada ação...
— Eu não estou interessada no seu dinheiro estúpido! E nunca armaria um golpe com ninguém!
— Nem mesmo com o homem que você defende de modo tão eloqüente, nem mesmo com o homem que você ama?
— Eu não amo Frankie! Eu posso até morar com ele, mas não o amo.
Ele ouviu Vanessa tomar fôlego, para que o cérebro dela processas­se o que ela acabara de admitir. Zac não podia estar mais satisfeito. Ele deu um meio sorriso e com as duas mãos segurou o rosto dela.
— E nunca acreditei, nem por um momento, que você fosse uma mercenária...
— Você me enganou. — Vanessa se afastou dele e, em vez de irri­tar-se ainda mais, sentiu uma certa admiração pela inteligência com a qual ele a envolvera. Sentou-se de novo diante dele.
— Me diga por que você mora aqui com ele.
— Porque... Porque eu não tenho dinheiro para morar em outro lugar. Não. Não é por isso. Pelo menos, não é só por isso. — Ela o fitou daquela maneira desconfiada, com os olhos entreabertos, com a qual Zac já se acostumava.
— Então por que é? Me diga?
Vanessa olhou para baixo, para as mãos que tinha apoiadas sobre a mesa. Espiou Zac de relance antes de começar a falar:
— Nós crescemos juntos. Quando éramos adolescentes, saíamos juntos. Frankie sempre foi o cara que as garotas paqueravam. Bonito, atlético... — Vanessa sorriu, e Zac se segurou de raiva por esse homem, mesmo em retrospecto ser capaz de fazê-la a sorrir.
— Ele ia ser um jogador de futebol. Isso foi o que ele sempre quis. Ele jogaria por um time grande, faria fortuna e realizaria o seu sonho. Contudo, quando ele tinha 19 anos a mãe morreu, e Frankie ficou arrasado. — Vanessa ainda não desviara o olhar dos seus próprios de­dos sobre a mesa. Sentia-se como se falasse consigo mesma, mas nunca poderia ignorar os olhos Azuis atentos a observá-la. — Nessa época, eu já pensava em deixá-lo. Eu avaliava que me tornara mais madura do que ele. Eu ainda gostava dele, mas... — Isso era uma coisa que ela nunca admitira, nem mesmo para si própria.
— Mas você não queria abandonar os próprios sonhos — comple­tou Zac, sem perturbar a atmosfera. Ele a viu concordar com a cabeça, num gesto lento.
— Eu não podia deixá-lo quando ele mais precisava de mim. Eu adiei o curso para o qual eu havia passado e continuei com o meu trabalho. Os pais dele compraram esta casa do governo anos atrás. Nós nos mudamos para cá. — Vanessa soltou um longo suspiro. — Eu acho que vou tomar algo — cortou ela. — Você quer?
Zac balançou a cabeça negativamente. Vanessa abriu a geladeira, fez uma careta e pegou uma cerveja.
— Eu normalmente não bebo isso — comentou ela, sentando-se de volta e abrindo a lata. — Mas... — Vanessa deu de ombros e encheu a boca de cerveja, diretamente da lata. Enquanto bebia vigiava Zac, o que o levou a concluir que Vanessa apenas encenava para ele. Mais uma pequena encenação para deixar claro que ela não era o tipo de mulher que bebericava a sua cerveja em um copo, ou que ela era o tipo de mulher que, sim, bebia cerveja.
Zac tinha que tirar chapéu para ela. Mulher como essa ele não havia ainda conhecido.
— Vocês se mudaram... — Zac deu a deixa delicadamente.
— Nós nos mudamos para cá. Durante um tempo funcionou. Mas um dia ele saiu para beber à noite e sofreu um acidente. Ele não estava dirigindo. Nada sério, não envolveu nenhum outro carro...
— O que aconteceu?
— O carro saiu da estrada, rodou, e a lateral do veículo bateu numa árvore. O problema é que... ele machucou uma das pernas. — Vanessa tomara somente um gole e não queria realmente beber mais do que aquilo. Precisava somente do impulso. Além disso, ela abominava o hábito de beber cerveja direto da lata. — Não feriu muito, mas o bastante para terminar com as esperanças de ser um atleta profissional.
— Um golpe duro. — Zac não necessitava de mais explicações para deduzir o que ocorrera depois, mas ela não se esquivou e seguiu com a história, pensativa, no mesmo tom baixo de voz. A inevitável decadência, raiva e frustração dele, e a pena que a amarrava ao namo­rado.
— Como você vê, estou aqui por muitas razões e, não simples­mente pelo fato de que não tenho dinheiro para pagar um aluguel.
— Você pode aplicar o dinheiro que utiliza para sustentá-lo numa moradia só para você...
— E como ficaria Frankie?
Zac teve ímpetos de sacudi-la para que Vanessa acordasse para a vida. Em vez disso, ele respondeu suavemente:
— Ele daria um jeito, eu imagino, porque ele teria que se virar. A necessidade de sobreviver sem a sua ajuda poderia ajudá-lo a se livrar da necessidade de afogar as mágoas na bebida.
Vanessa ficou de pé, e Zac percebeu que as persianas dela de novo se abaixavam; ela se fechava. Ele era o milionário e ela, a garota esperta, formada nas ruas. Zac não tinha nenhuma dúvida de que Vanessa cruzara antes com garotos endinheirados. Já deveria ter sido alvo de meia dúzia deles, pois era muito atraente, e desenvolvera um talento para ignorar abordagens, recolher-se.
— Eu o acompanho até a porta? — Ela esperou até que ele se levantasse. Em seguida, Vanessa caminhou rumo à saída. Já na porta, deteve-se para que Zac lentamente terminasse o percurso pela casa. — Você conseguiu. Pode ir embora tranqüilo, ciente de que não corria o risco de ser seduzido a gastar os seus preciosos milhões com tipos como eu.
— Com tipos como você... — murmurou Zac, recostando-se na porta e curvando a cabeça para encará-la. — Eu posso ver por que o seu namorado acabou se refugiando numa bolha... ou seja lá em que ou em quem ele se refugia... mas por que você guarda tanto ressenti­mento?
— Eu não guardo tanto ressentimento.
— Claro que guarda, ressentimento do tamanho de um bonde.
— Porque eu não quero por livre e espontânea vontade ir para a cama com você?
— Porque você não desiste de me mostrar que as fronteiras entre nós são intransponíveis.
— Elas são. — Vanessa podia ouvir o medo na sua voz e torceu para que ele não percebesse.
— E com esse Frankie? Vocês cresceram juntos, mas nem por isso o relacionamento deu certo.
— Ele precisa de mim.
Eu preciso de você, reagiu imediatamente o raciocínio de Zac. O pensamento provocou-lhe um estremecimento. Precisar? Necessi­dade nunca constara das relações dele com o sexo oposto. Desejo sim. Vontade, afeto, mas nunca necessidade, e, certamente, nunca amor como ele havia descoberto à própria custa.
— Você é a babá dele.
— Isto é mentira!
— Evidente que não. Ciscando em volta dele, relevando as falhas dele e abstendo-se de viver.
O dedo em riste acusador provocava nela mais do que dúvidas agora. Golpeava-lhe a consciência como um objeto cortante.
— Eu não estou deixando de viver! Eu acabei de terminar o meu curso!
— Para o qual, eu presumo, o seu amado Frankie lhe deu toda a ajuda e o apoio generosos de que você precisava. Confere? — A respos­ta estava escrita no rosa delicado que invadira as bochechas dela.
— Ele... Ele tem os seus próprios demônios para exorcizar — murmurou ela, baixando os olhos para evitar a conclusão fria dos dele.
Vanessa gostaria que Zac saísse de frente da porta, pois assim ela a abriria e poria um fim naquele horrível destrinchar das suas intimidades. Zac, porém decerto não pretendia ceder terreno.
Até quando, Vanessa perguntou-se.
— E você vai ficar com ele até que ele os exorcize? — perguntou Zac friamente. — Seja lá quanto tempo isso leve? É melhor você rezar para que nenhuma outra tragédia caia sobre ele, caso contrário você pode acabar envelhecendo na companhia de um homem que você esqueceu como amar. A comiseração não serve de base para nenhuma relação.
Vanessa levantou os olhos pronta para a briga. Quem sabe o con­fronto não alivie o peso da verdade que Zac a obrigava a engolir, como se ele pudesse saber tudo sobre tudo.

Continua...

Tainá:Oiie nina só parei na melhor parte pra deixar vooce's querendo mais akkkk..tó sim nina postando dois cap... espero que goste desse :D

Bella:Oiie nina EUri coom seu comentario akkk FAIXA ETÁRIA DE 16 ANOS. espero que goste desse CAP. :D

ღღzanessaღღ : Oiie nina SEJA BEM VINDA! concordo com vooce VANESSA tenke que se livrar de frankie LOGO espero que goste desse cap. :D

JelFran: Oie nina vooce e nova né ..eu acho akkk bem que BOM que vooce comenta no meu fiko muito feliz, espero que goste né :D

♪Lary♥ :Oiie nina akkkk tambem vó pegar essa de respirar fundo 1,2,3 akk amei, UAU que tanto elogio :D que isso nina entra no monitor e meio dificil akkkkkkkkkkaaaaaaaaaaaa espero que goste em :D

Guii:Oiie e menino ou menina fikei meio confusa quando ví guii ..desculpa ! bem obrigada nina SEJA BEM VINDA! espero que esteja sempre comentando :D

Clara:Oiie nina akkkkkkk eu acho que ela nao vai fugir akk briki's vai tenke ler pra descobri ne akkk espero que goste :D SEJA BEM VINDA!

Beatriz:
akkkkkkkkk eu ri com se comentario POxa vanessa ela só e loukinha akkkkk espero que goste e SEJA BEM VINDA!


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Oiie nina tha ai mais um Cap. espero que goste Terça-feira mais 2 cap. Beijokas Amo vooce's ♥
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Escritora:Cathy Williams "escritora" Joyce "digitei" os nomes dos personagens ♥,

Meus amores espero que gostem!
Amo vooce's
♥



COMENTEM!

Capitulo 11 ♥

Agora que entregara o seu trabalho final, Vanessa pressentia apreensi­va que a fase mais dura apenas começava.
Que passaria com folga, ela não tinha nenhuma dúvida. Dedicara-se com empenho ao curso desde o primeiro dia, apresentara quase todos os seus trabalhos dentro do prazo e se destacara na classe. To­davia, a coordenadora do curso, uma mulher ativa, sempre bem arrumada, não podia ter sido mais franca. Marketing era uma área compe­titiva, e, mesmo com as melhores notas do mundo, Vanessa não tinha experiência profissional.
As duas agências de emprego que Vanessa visitara na semana que tinha passado lhe disseram mais ou menos a mesma coisa, mas de uma forma um pouco mais atrativa.
Vanessa se consolava com a idéia de que uma semana não era muito tempo quando se tratava de achar um trabalho.
De uma forma menos racional, também era um alívio que a ansie­dade da procura de um emprego lhe ajudasse a afastar dos pensamen­tos a distração perigosa chamada Zac Efron e o precipício em que ela quase se jogara naquela noite.
Naquele momento pelo menos ela podia relaxar. Tinha uma noite de folga, sem a presença de Frankie em casa.
Ele tinha dedicado um silêncio raro ao tópico curso terminado, mas compensado a trégua por passar a maior parte do tempo longe de casa.
Passados dois dias ela perguntou sobre o seu paradeiro e Frankie respondeu com a sua típica agressividade.
Vanessa tirou os sapatos e deixou que a paz da casa vazia a tomasse. Ponderou sobre ligar a TV, mas avaliou se realmente precisava se bombardear com os típicos programas de domingo à noite na televi­são e decidiu que não.
Mais fácil se esparramar na poltrona, de olhos fechados, e deixar a mente vagar.
Um pouco perturbador que os pensamentos vagassem muito mais por Zac Efron do que por Frankie, mesmo que houvesse um milhão de coisas que ela precisava tratar no seu namoro, coisas que não podiam mais esperar.
O que Zac estava pensando sobre ela?
Vanessa simplesmente fugiu do apartamento luxuoso. Levou na ca­beça o instante de surpresa gravado no rosto moreno dele, diante da revelação que ela fizera.
A imaginação de Vanessa não parava de especular sobre a impres­são que ela deixara. A repulsa que Zac deveria ter sentido ao pen­sar que Vanessa respondera ao seu charme, quando não se encontrava em situação para tal. Ela teria feito jus às piores expectativas dele, confirmado a suspeita de que não passava de uma garçonete de casa noturna que se fazia de difícil. Talvez ele até considerasse a possibi­lidade de que ela posara de moralista para tentar fisgá-lo.
A campainha tocou e interrompeu as especulações de Vanessa.
Ela hesitou. Levou alguns segundos para registrar que não poderia ser Frankie, pois o namorado tinha uma chave da porta. Aliviada com a conclusão, ela levantou-se para atender.
O alívio durou exatamente os segundos que Vanessa precisou para abrir a porta. Relaxada, escorada no vão de entrada, a pessoa que ela pensava que não iria ver de novo. Nunca mais.
— O que você está fazendo aqui? — A contrariedade deu o tom à pergunta, mas o coração dela traiçoeiro saltava ao vê-lo. Desta vez, vestido de modo casual e ainda mais bonito. Calça creme, gola social creme, surgindo de debaixo da suéter. As cores da vestimenta desta­cavam a pele morena, diferente das roupas escuras de trabalho. Vanessa precisou se esforçar para não revelar o seu encantamento.
— Eu decidi fazer uma visitinha para avaliar o meu rival — res­pondeu Zac indo direto ao assunto, aproveitando-se da perplexi­dade dela para entrar sem ser convidado.
— Você o quê! Você está louco? Como você descobriu onde moro? Não, me deixe adivinhar. Harry contou!
Ele andou descontraído rumo à sala, examinou a escada estreita que havia no caminho e agora olhava em volta, interessado e sem nenhum constrangimento.
— Hmmm. Interessante composição de cores. De certa maneira, eu a associava com algo bem mais sóbrio, estiloso. — Finalmente, ele virou-se para encará-la. Como ela conseguia ficar tão atraente num short folgado e numa camiseta grande a ponto de esconder cada curva do seu corpo? — E então? Cadê o namorado?
O tom de voz dele era leve mas seus olhos, não. Vanessa pôde deci­frar a mensagem no olhar de Zac. Ele vinha cobrar explicações sobre a falsidade dela, dizer o que pensava dela. Besteira aquele ne­gócio de checar o rival.
— Ele não está. E o nome dele é Frankie. Você não pode ficar aqui. Se Frankie chegar, ele vai...
— Ele vai... O quê?
— Olha, se você quer que peça desculpas por... por não ter dito antes, tudo bem. Me desculpa. Eu deveria ter contado a você desde o começo.
— E por que não o fez?
— Por que não fiz o quê? — reagiu Vanessa. Na presença de Zac, a sala se tornava um cenário feio, bagunçado e mal conservado. Não era de admirar o comentário jocoso dele sobre a falta de estilo.
— Uma xícara de café seria ótimo. Sem leite e sem açúcar.
— Você não pode ficar aqui para uma xícara de café! Você nem deveria estar aqui! Isso não vai ficar barato para Harry! Dando o meu endereço de casa para qualquer um!
— Eu não sou qualquer um — replicou ele friamente. — Eu come­ço a suspeitar de que você está com medo desse seu namorado. — Certamente, ela não estava apaixonada pelo cara, pois não teria se mostrado tão atraída por ele, Zac, na última vez em que se encon­traram. Zac passara a última semana irritado consigo mesmo por ter sido passado para trás, furioso por não conseguir tirá-la da cabeça e, finalmente, concluindo sem piedade que era mais do que justifica­do ele se dedicar ao máximo para seduzi-la, uma vez que ela houvera lhe dado corda.
— Ele bate em você? — indagou ele, sem perdê-la de vista.
— Não seja ridículo! Claro que ele não me bate! Você acha que algum dia ficaria com um homem que levantasse a mão para mim?
— Então o que você está fazendo com ele, pois com certeza abso­luta você não o ama.
— E como você sabe isso? Após duas ou três conversas comigo, você se sente de súbito qualificado para tirar conclusões sobre a mi­nha vida pessoal?
— Responda rápido: o que você está fazendo aqui com um homem que você não ama, quando o que você preferiria era estar comigo?
— Você é um canalha arrogante! Você sabe disso, não sabe?
— Sei, mas eu gosto de ouvir você dizer.
Ela suspirou profundamente e desistiu.
— Eu preparo um café, e em seguida você vai embora. Estamos de acordo?
— Não, mas aceito o café, de qualquer modo.
Zac a seguiu de volta pelo pequeno corredor e dali para a cozi­nha. Vanessa podia senti-lo atrás dela, o que provocava uma pane no seu sistema nervoso.
Ela se acostumara com aquela casa. Naquele momento, no entan­to, Vanessa enxergava o ambiente com os olhos dele. Zac possivel­mente nunca estivera em uma moradia tão pequena e descuidada.
A cozinha não melhoraria muito a sua impressão.
Quando Frankie e ela se mudaram, Vanessa se entusiasmou em fa­zer algo no lugar. Afinal de contas, eles não estavam mais alugando. A casa pertencera aos pais dele, uma ex-moradia do governo, que sofria da falta de reformas essenciais. A vida contudo a desanimou. Primeiro a depressão do namorado, depois que um câncer de pulmão matou a mãe. Ela deixou a casa, as lembranças, mas infelizmente nenhum irmão com quem pudesse dividir a dor da sua morte. Depois Frankie sofreu o acidente e caiu em decadência. Recentemente ela ficou sem tempo, equilibrando-se entre empregos e estudo.
Vanessa tinha a cabeça empinada ao entrar na cozinha, ligar a cha­leira elétrica e apanhar duas canecas.
— Eu posso ver o que você está pensando. Não precisa deixar tão óbvio — disse ela, de braços cruzados para simular uma distância entre eles, dada as dimensões da cozinha.
— No que estou pensando?
— Você está pensando na casa miserável em que vivo. — A água na chaleira ferveu. Ela deu as costas a ele e começou a preparar o café, com as mãos trêmulas.
— Por que você não se muda? — Aquela era a pergunta. Se fosse um pouco sabida, Vanessa desconfiaria de que ele não se referia à casa, mas ao homem com quem ela dividia o lugar.
Pensar no tal namorado já fazia Zac se roer de ciúme. Ciúme primitivo, monstruoso. Um sentimento que, se até então nunca tinha sucumbido na vida, agora o vinha desnorteando.
— Tente adivinhar. Por que no meu lugar você não mudaria? Aqui está o seu café. — Vanessa sentou-se na cadeira de pinho, junto à pequena mesa. — Você pode sentar se quiser.
— Dinheiro? É por isso que você mora aqui?
— Não pagamos aluguel. A casa era dos pais de Frankie. O pai dele morreu quando ele tinha 12 anos, e a mãe deixou o imóvel ao falecer pouco tempo atrás.
Zac sentou-se e se pôs a observá-la. Ele desejava que ela lhe contasse tudo, falasse da casa, do que sentia pelo cara. Amor não era, pois aquele lar não transmitia amor. Nenhuma foto dos dois nas pare­des ou sobre os móveis. Nada que aparentasse ter sido comprado com esforço e afeto.
— Você entregou o seu último trabalho? — Ele surpreendeu Vanessa com a mudança de assunto, permitindo que ela relaxasse um pouco.
— Na sexta-feira.
— Você não saiu para celebrar?
— Num domingo? — Não houve festa nenhuma. Ela foi trabalhar como de costume. Voltou para encontrar a casa sem ninguém, e Fran­kie só retornou na hora do almoço do dia seguinte.
— Você não me disse onde está o seu namorado?
— Ele foi... Ele saiu com alguns amigos. Está no bar da esquina, acho. — Vanessa olhou para o lado com uma cara que entregava a história toda.
— Ele passa um monte de tempo no bar, não passa?
Vanessa se aterrorizou com as lágrimas que lhe vinham aos olhos e trincou os dentes para interromper o trajeto delas. Não choraria. Ela parará de chorar há muito tempo e não daria àquele homem tal privi­légio.
— Você não entende. — Vanessa respirou profundamente duas ou três vezes e levantou os olhos para Zac. A inesperada expressão de compreensão dele quase a fez ruir. — Para você, tudo está bem. Você não sabe o que é abrir os olhos de manhã com a certeza de que terá um dia de sacrifício. Às vezes, é mais fácil simplesmente desistir e seguir o caminho mais simples para lidar com as coisas. Quase sempre esse caminho é o que leva ao bar mais próximo.
Zac não disse nada. Ele continuou brincando com a caneca, sem tirar os olhos dela.
— Um monte de gente enfrenta uma vida de sacrifícios. Um mon­te de gente não nasce em berço de ouro. Mas a maioria não vira alcoólatra.
— Frankie não é um alcoólatra!
— Por que você o defende? Você trabalha numa casa noturna porque precisa do dinheiro. O que me leva a concluir que você preci­sa pagar as contas porque o seu namorado não trabalha.
Apesar de transtornada de raiva, Vanessa não tinha como contestá-lo. Zac falara de forma implacável a pura verdade.
— Ele... Ele vai conseguir um.
— Entre uma ou outra visita ao bar com os amigos? — Zac deu gargalhada cruelmente, e notou o nervosismo dela. — Você tem cer­teza de que ele está com amigos?
— O que você quer dizer?
— Você sabe o que eu quero dizer?

continua....

ESPERO QUE GOSTEM!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

capitulo 10 ♥

A última coisa que queria era passar a noite naquele apartamento, mesmo que trancada num quarto, com uma cadeira travando a maça­neta só por via das dúvidas! Bastava a idéia de que ele estaria dormin­do sob o mesmo teto para garantir uma noite mal dormida. Por que... Por que...
Porque ele era perigoso, decretou. As coisas ficavam perigosas entre eles.
Agitada, Vanessa tomou o rumo da porta. Zac se levantou rápido do banco e obstruiu a porta, posicionando-se frente a frente com ela.
— Não.
— Não o quê? — provocou Zac com voz suave. Ele não se conteve. Esticou o braço, tirou as mechas de cabelo que cobriam o rosto de Vanessa e lá permaneceu com a mão, enlaçada pelos cabelos dela.
— Não faça o que você está fazendo — sussurrou Vanessa vacilan­te, sem encontrar forças para se afastar dele.
— Eu não estou fazendo nada. Ainda.
Ela suspirou e tentou sem muito empenho recuar, mas o toque de Zac lhe impedia o raciocínio.
— Eu falei que iria só conversar, e já conversei.
— Talvez não seja o suficiente.
— Você prometeu...
— Mesmo? Eu não lembro? Eu nunca faço promessas que sei que não vou ser capaz de cumprir.
A mão dele se moveu para segurá-la pela nuca, e o polegar contor­nou o desenho da sua boca trêmula.
— Eu quero vê-la de novo — disse ele, com voz rouca. — E de novo. E de novo.
— Eu já disse, isso não faz sentido.
— Você me disse que nós viemos de mundos diferentes, e que você não está à venda pelo fato de trabalhar em uma boate. Bem, não estou interessado em comprar nenhuma mulher, e não estou nem aí para o mundo do qual você vem.
Zac girou, com um movimento fácil e leve, e tinha agora Vanessa encostada na porta, encurralada. Zac apoiou-se na porta com uma das mãos espalmadas e enviou a outra em uma missão até então impensável.
Ele começou a percorrer com os dedos os contornos arredondados sob o agasalho dela.
Vanessa mantinha as mãos pressionadas contra a porta convencida de que deveria fugir, mas desejando não se mexer, permitindo que o seu corpo, e não a cabeça, permanecesse no controle da situação.
Já fazia bastante tempo.
Mesmo antes de ela e Frankie terem cessado todas as formas de contato físico, Vanessa não conseguia responder aos carinhos do namorado. O toque dele a deixava gelada, com vontade de se encolher e se esconder. Por muito tempo, Vanessa atribuíra isso à própria exaus­tão, fruto da rotina confusa e das exigências no dia-a-dia. Mais tarde ela encarou a verdade: não sentia mais desejo por ele, e o desgosto se estendeu a todas as áreas da vida em comum.
— Por favor, Zac...
O nome dele escapou da sua boca como uma carícia. Vanessa deve­ria tê-lo chamado de senhor Efron. Isso estabeleceria alguma dis­tância entre os dois.
— Olha, Nessa. Eu sei que você pensa que a persegui apenas para levá-la para cama...
— E não?
— Eu quero você.
— Eu disse... — Vanessa não podia reconhecer a própria voz. Fala­va de maneira trêmula e rouca.
— E você me quer. — O beijo dele, que se curvara para alcançá-la, foi leve e singelo como uma plumagem a roçar-lhe a boca, mas mes­mo assim estremeceu os joelhos e o coração de Vanessa.
— É algum crime ceder à atração mútua?
Desta vez o beijo dele não foi singelo, e sim potente. Foi mais, muito mais do que potente, e o impacto nela proporcional. Zac lhe invadiu a boca com a língua e lhe explorou até que Vanessa não pudes­se mais suportar a pressão que ela própria fazia contra a porta.
— Então é isso? — murmurou ele sem muita convicção. Zac recuara para que Vanessa pudesse sentir a ausência do seu toque como um vazio súbito e enorme dentro dela.
— Você está me confundindo.
— Ótimo. Eu quero confundi-la como você me confunde. Eu que­ro que você fique arrepiada todas as vezes em que cruzar os seus pensamentos, e quero descontrolar cada nervo quando tocá-la.
Ele com as suas palavras fazia um amor virtual com ela, coisa que Vanessa nunca experimentara antes. E não poderia ser diferente, já que tivera como único homem na vida Frankie, cujo ponto forte não era a retórica. A aparência, sim. O sangue irlandês tinha dado ao namorado a perfeição em cada traço, mas era só.
Vanessa se defrontava agora com uma diferente espécie de homem e tinha consciência disso. Tanto que se empenhava para reorganizar os pensamentos.
Ela mal conseguia trazer à tona na mente a imagem de Frankie, tal a intensidade da emoção que lhe varria todo o interior!
A mão de Zac, aquela maldita mão, escorregou para baixo do agasalho dela e lhe acariciava a pele nua. Tocava apenas a barriga, rígida e de traços definidos, sem se aventurar acima, mas o suficiente para que Vanessa abraçasse os próprios seios de surpresa e de satisfa­ção. Não, satisfação era uma palavra muito medíocre. De prazer.
— Então... você vai passar a noite aqui? Comigo? Na minha cama?
— Não... por favor... — Vanessa se agarrava ao que restava de bom senso e coerência dentro dela. — Isso é... é ridículo. — A mão dele deslizava aos poucos para cima.
Zac supreendia-se com a própria paciência. Podia senti-la bam­ba, desejando-o, mas ele tinha que conter o impulso de pegá-la no colo e transportá-la até o quarto.
A mão dele estava a centímetros dos seios de Vanessa. Seios lindos, bem desenhados, que ele queria tocar, chupar e reverenciar.
— Nós não temos nada em comum...
— Eu posso citar uma coisa comum entre nós, para falar a ver­dade...
— Vá brincar e se satisfazer com pessoas do seu tipo...
— Eu não tenho um tipo. Só os chatos têm um tipo.
— Bem, então vá brincar e se satisfazer com... com alguma outra pessoa! — O desentendimento cumpriu a sua função. Deu a Vanessa tempo para respirar, em vez de apenas deixar-se levar e afogar pelos seus sentidos.
Deu-lhe tempo para recordar o homem que a esperava em casa e o despropósito da situação em que se metera.
Vanessa se contorceu levemente, e a mão que se movimentava peri­gosamente sobre a sua barriga encontrou o que buscava.
Vanessa literalmente deu um pulo quando os dedos longos e hábeis de Zac acharam o mamilo dela enrijecido e abriram caminho pelo sutiã de renda para acariciá-lo.
Mais um minuto, e ela poderia dizer adeus para qualquer resquício de autocontrole.
— Não! — Vanessa pegou a mão de Zac e a retirou imediatamen­te dali, mas ele, agora com as duas mãos espalmadas sobre a porta, a mantinha cercada, presa.
— Nós dois somos adultos — afirmou ele de forma direta, determinado a transpor as defesas de Vanessa. — Nós estamos nos sentindo atraídos um pelo outro, e não há por que negar isso.
— Tudo bem! Eu não vou negar! Mas mesmo assim nada vai acontecer!
— Por que diabos não?
— Porque eu moro com alguém. Porque eu tenho um namorado!

Continua....

Tainá : Oiee nina como sempre deixando seus comentarios MARA por sinal ..bem tudo o que vooce diise vooce vai descobri agora ! akkkk eu adoro deixar as pessoas esperando mais eu nao consigo deixar vooce's esperando "dei uma de louka agora akkk" ! espero que goste!

Bella : Oiie nina :D a bella fiko tao feliz quando vooce comenta A mais uma vez nao exclui seu blog se nao vó fazer uma campanha aki no meu blog pra tí e para lary duas doidas ...a bigadinha nina por tha comentando espero que goste!

♪Lary♥ : akkkkkk seu comentario euri ..akkkkk vooce escreve super BEM nao fala isso aaaaa nao fala da MYAH♥ saldade dessa vackinha que sumiu ..buaaaaaaaa ...espero que goste!

Anônimo : AKKKKKKK vooce nao tem geito msm ne bruna quero vooce la no primeiro em ..espero que goste!





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Oiie nina tha ai mais um Cap. espero que goste domingo mais 2 cap. Beijokas Amo vooce's ♥
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Escritora:Cathy Williams "escritora" Joyce "digitei" os nomes dos personagens ♥,

Meus amores espero que gostem!
Amo vooce's
♥



COMENTEM!

capitulo 9 ♥

— Então... você fica em Londres o tempo todo.
— Eu moro em Londres, mas viajo muito.
— Ah, claro, para visitar os seus pais na Grécia, eu suponho.
— Entre outras coisas.
— Que outras coisas?
— Com freqüência trabalho. Nova York, Paris. Recentemente, o Oriente Médio.
— Isso para quê? Formar um império global? — Vanessa riu, um pouco nervosa, e bebericou o café. — Tudo isso soa muito poder. O que você faz para relaxar? Vai a boates?
— Quando quero relaxar, eu quase sempre vou para Costwolds, pois tenho uma casa lá.
— Você tem uma casa em Costwolds. Um refúgio campestre.
— Pode-se dizer que sim. E agora? Você vai me atacar por todo esse luxo?
— Eu não estava atacando antes, se é isso o que você quer dizer.
— Não? O que você estava fazendo então?
— Estava rememorando por que você não tem nenhuma chance de me levar para a sua cama, não importa que a sua presunção diga que qualquer coisa que você queira, você consegue.
— Por que você não vem e senta aqui no sofá ao meu lado e me diz isso de novo?
O convite provocou um arrepio em Vanessa como uma corrente elétrica a lhe atravessar o corpo, mas ela agüentou firme e sustentou a expressão de desdém.
— É assim que você trata as mulheres que costumam sair com você? — disparou Vanessa.
— Não, eu acho que não.
— Eu sei disso. Pelo fato de trabalhar numa casa noturna, você crê que pode falar comigo como quiser e que eu, a coitadinha deslumbra­da, não terei outra saída a não ser cair a seus pés?
— Não, porque as mulheres com quem costumo sair já teriam tomado a decisão de sentar-se bem aqui perto de mim, se, obviamen­te, eu tivesse trazido alguma delas para cá, em primeiro lugar.
A mensagem nas entrelinhas daquela fala mansa atingiu Vanessa como um tiro e lhe enrubesceu a face.
— Você estaria tão na defensiva assim se nós não tivéssemos nos conhecido em uma casa noturna? — perguntou Zac. — Se eu não soubesse o que você faz para sobreviver?
— Nós não teríamos nos conhecido de outra forma.
— Você não respondeu à minha pergunta.
— Eu não estou na defensiva — mentiu Vanessa. — Eu sou realista. Nós somos de mundos diferentes. Olha como você está vestido, pelo amor de Deus! Eu apostaria a minha vida que o seu terno não estava pendurado em um cabide de uma loja de departamentos em Oxford Street.
— Essa linha de conversa não vai nos levar a lugar nenhum.
— Eu não quero ir a lugar nenhum com você!
— Então por que você está aqui?
Vanessa voltou a corar.
— Porque eu fui manipulada por você — disse ela atrapalhada.
— Não seja ridícula. Agora você está fingindo ser a vítima das circunstâncias. É assim que você se sente em relação a estar aqui? Comigo? Em relação a você?
— Você não entende.
— Me explique.
— Eu quero ir para casa agora.
— Não, você não quer. Vamos para o meu apartamento. Lá é mais confortável do que aqui.
— Mais perigoso, você quer dizer.
— Você acha que sou perigoso?
— Cautela nunca é em excesso. Uma garota não peca por ser cautelosa demais.
— Você é?
— Eu não nasci ontem, senhor Efron.
— Pare de me chamar assim. Meu nome é Zac. E você ainda não respondeu ao meu convite.
— Você já me disse quais são as suas intenções.
— Eu nunca me aproximei de uma mulher que não me quisesse próximo. Vamos subir.
— Eu vou ficar meia hora e depois ir embora. E dessa vez não quero que você volte ao meu trabalho para me ver! OK?
Ele não respondeu. Levantou-se à espera dela, proporcionando tempo para que Vanessa analisasse o que fazia. Subir para o aparta­mento dele? Outro passo rumo à beira do abismo. Pelo menos era assim que ela via as coisas.
Vanessa o acompanhou até o elevador e manteve os olhos fixos no painel de controle até a cabine vibrar e as portas se abrirem para um corredor acarpetado.
Ela sabia que o apartamento dele seria luxuoso, mas não havia se preparado para tanto.
Piso de madeira decorado com tapetes persas; uma superfície aberta e plana, que ampliava a noção de espaço e fazia com que os olhos se perdessem pela linda área composta com mobília baixa e minimalista, uma mesa de jantar cujo tampo de vidro era contornado por um friso grosso de madeira, e paredes brancas que exibiam pintu­ras grandes e intensas. A única coisa que separava a cozinha para onde agora os dois se dirigiam do espaço aberto era uma extensa bancada em semicírculo, com tampo de granito.
Vanessa o examinava, checava o modo como ele dominava cada centímetro do ambiente. Ela experimentou um novo arrepio, um sinal de alarme por Zac ter conseguido trazê-la ao hábitat dele.
— Gostou? — indagou Zac, enquanto operava uma sofisticada cafeteira.
Ela passou a língua nos lábios nervosa, e sentou-se em um dos bancos altos de cromo e madeira, junto à bancada da cozinha.
— Quem não gostaria?
— Onde você mora? — Ele deslizou pela bancada uma caneca chinesa totalmente branca, baixa e de louça grossa e a entregou. De­pois, Zac se ajeitou em um banco, do outro lado do tampo de granito, de frente para ela.
— Informação confidencial, lamento. — Eles se apoiavam sobre a bancada, tomando um gole do café, quando os olhos de ambos se cruzaram.
Ela tinha um rosto que ele simplesmente gostava de olhar. Vanessa também tinha uma mente com a qual ele realmente se sentia estimu­lado a argumentar e a contra-argumentar. Enfim, ela representava um desafio que ele não conseguiu resistiu em aceitar.
— Agora me pergunto por que não perguntei isto antes — comen­tou ele, entre goles de café, sem perdê-la de vista. — O que você faz quando não trabalha?
— Por quê?
— Porque normalmente esse é o tipo de coisa que as pessoas se perguntam durante uma conversa?
Vanessa avaliou o questionamento buscando descobrir por que esse homem a desconcertava. No entanto, já que ela não o veria mais depois daquela noite, qual seria a razão para mentir sobre algo que ela não precisava esconder?
— Eu dou uma dormida, quando possível.
— Há quanto tempo você está lá?
— Sete, oito meses.
Cuidadosa ela o mantinha sob vigilância, como se estivesse prepa­rada para se defender, a qualquer momento, de um movimento súbito e mais audacioso dele. Mesmo assim, Vanessa relaxara o suficiente para tirar a jaqueta e para arregaçar as mangas do moletom. O relógio dela era de plástico, com uma pulseira rosa.
Ela acertara quando dissera que os dois eram de mundos diferen­tes. De início, Rosalind não deixaria de usar o delicado Rolex de ouro.
Zac interrompeu as divagações e lembrou-se que aquilo não se tratava de um relacionamento, mas de um caso em seus primeiros passos. Ele não se encontrava disponível para relações sérias.
— E antes disso?
Vanessa encolheu os ombros.
— Eu trabalhava num restaurante.
— Então você trabalha de noite e dorme de dia. Uma vida de vampiro.
— Eu não passo o dia inteiro na cama — contestou ela, de novo sem baixar a guarda. — Eu... Eu faço outras coisas também.
— Por exemplo?
— Eu gostaria que você parasse de fingir interesse pelas coisas que faço ou deixo de fazer.
— E gostaria que você parasse de pensar que pode me ler como um livro. Um romance erótico brega impresso com letras grandes. — Ele lançou um sorriso maroto, e, mais uma vez, ela se ficou embara­çada e acabou sorrindo de volta. — Agora me diga o que você faz durante o dia?
— Eu... Bem, na verdade, eu estou fazendo um curso neste mo­mento. — Vanessa abaixou os olhos e se censurou. O que passou pela cabeça dela para que divulgasse uma informação tão pessoal?
Ela pensou em Frankie e percebeu incomodada que não se lembra­ra dele durante horas.
— Que curso?
— Marketing.
— Marketing?
— Isso mesmo! Marketing! — Vanessa o encarou irritada, com as críticas ferinas de Frankie na cabeça. — Sim, deixei a escola quando tinha 16 anos! Sim, não sou exata­mente o que a maioria das pessoas consideraria um sucesso de mar­keting! Mas posso chegar lá! O fato de trabalhar à noite com pouca roupa numa boate não significa que não tenha um cérebro em bom estado, funcionando perfeitamente! Você pode pensar que sou mais uma tola, mas você está errado!
— Eu acho uma excelente idéia.
— O quê...?
— Eu disse que acho uma excelente idéia. Por que você deixou a escola aos 16?
— Eu... Todo mundo que conhecia estava fazendo isso... Parecia excitante naquela época... deixar a escola, tornar-se um adulto, ga­nhar dinheiro... — Enquanto contava, ela brincava com a asa da cane­ca e se distraía com a borra de café no fundo do recipiente.
— E isso foi... há quanto tempo?
— Sete anos. — Vanessa estava pronta para protestar qualquer co­mentário cáustico sobre o seu fiasco escolar.
— E você nunca pensou antes em voltar a estudar?
— Não é tão fácil quanto você pensa!
— Com força de vontade tudo se consegue — murmurou Zac, notando como os seios dela repousavam graciosamente sobre a ban­cada. — E quando você termina o seu curso de marketing?
— Eu entrego o meu último trabalho na semana que vem.
— Então você vai deixar a boate e procurar um emprego?
— Então seguro o meu trabalho na boate porque preciso do di­nheiro e começo a rodar pelas agências de emprego. Às vezes, a supervisora do curso recomenda alguém para um trabalho, mas o aluno precisa ser muito bom. — Vanessa ergueu o queixo e lembrou-se de retomar a expressão de contrariada. — Pronto, este é o resumo da minha vida. Agora acho que é hora de voltar para casa.
— Onde dormir se encaixa nisso tudo?
— Como?
— Dormir? Você deve ser adrenalina pura.
— Eu consigo tirar pelo menos seis horas de sono em cada 24 horas.
— Eu a deixo em casa, mas você pode passar a noite aqui. Eu tenho três quartos.
— Passar a noite? — Vanessa olhou-o, incrédula. — Você ficou louco...?

Continua.....

ESPERO QUE GOSTEM !

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

capitulo 8 ♥

— Você não vai dizer tchau na minha cara e depois fugir.
— Eu não estou fugindo de nada. Estou indo para casa.
O coração dela batia a cem quilômetros por hora, chacoalhava como se estivesse numa montanha-russa desgovernada. A mão dele, tal qual um alicate, lhe apertava o braço, mas em vez de irritá-la a atordoava, despertava em Vanessa justamente as sensações que ela ten­tava evitar.
— Você é um grosseiro.
— Não funcionou, Vanessa. Você já me chamou de coisa pior. — Ele fez sinal para um táxi enquanto a mantinha presa pelo braço com a outra mão. — Onde você mora? Eu deixo você em casa. Nós pode­mos conversar no caminho.
— Não!
Deixá-la em casa? E se Frankie estivesse acordado? Improvável, mas era uma possibilidade a ser considerada. Pensar em Frankie confrontando-se com Zac efron fez o sangue dela gelar. Ela tinha consciência de quem sairia perdedor. Não seria o homem que abria agora a porta do táxi para ela entrar.
— Por que não? — perguntou Zac.
— Por que...
— Porque o quê?
— Por que... — Por que ela não queria que Frankie, caso acordado, a visse com Zac? A interpretasse mal? Ou era porque ela, refletiu incomodada, não queria que aquele homem descobrisse sobre a exis­tência de um namorado?
— Porque eu não revelo o meu endereço para estranhos, espe­cialmente quando esses estranhos são clientes da boate em que eu trabalho!
— Neste caso, por que não vamos para o meu apartamento?
Vanessa quase deu uma gargalhada com o convite e procurou igno­rar que uma parte dela nem um pouco confiável vibrava ao imaginar tal possibilidade.
— Nem morta.
— O prédio tem uma recepção muito confortável. Nós podemos terminar a nossa conversa lá. — Ele indicou o endereço para o moto­rista do táxi, consciente de que ela o encarava nervosa por ter sido excluída do processo de decisão.
— Você realmente não tem vergonha. Como você ousa?
— Pare de fugir de mim — pediu ele, de forma arrastada e suave. — Eu sempre consigo o que eu quero, Vanessa.
— E você me quer.
— E eu a quero.
Vanessa sentia o corpo em chamas.
— Você quer uma garçonete bonita de uma boate. Você não me quer. Você nem me conhece.
— Você quer que a conheça. Isto é um pedido? — Zac manti­nha a voz arrastada.
— Isto é uma verdade declarada — rebateu Vanessa. — Você pode ter passado a vida com mulheres correndo atrás de você, à sua esprei­ta, torcendo para serem a sortuda que colocaria uma aliança no seu dedo, mas, cara, por vir de onde venho eu conheço direitinho homens como você!
— Mas você nem me conhece.
Vanessa resmungou, o resmungo de alguém cujo argumento impe­cável lhe fora devolvido com um golpe preciso. Ela decidiu não valo­rizar o comentário dele com uma resposta, mesmo porque não seria capaz de pensar em algo para contra-atacar.
Desagradava a ela o fato de estar sentada em um táxi, a caminho do apartamento dele, em sabe-se lá onde, apesar de voltar a experi­mentar o mesmo instinto de confiança que havia tido na presença dele fazia três noites. Uma certeza vinha, lá do fundo, de que aquele homem não mentia. Se ele dizia que haveria algum lugar na recepção onde os dois poderiam conversar, lá estaria o lugar.
O problema era que ela não queria falar.
Não, Vanessa se corrigiu, sincera consigo mesma. O problema era justamente que ela ansiava desabafar, estava propensa a falar mais do que deveria.
Sentia que as suas emoções haviam entrado num compasso eterno de espera, espremidas contra uma represa, que começava a dar sinais de que não agüentaria a pressão.
Ela desejava falar, mas por que com ele? Zac já havia exposto qual era o seu interesse, e não era conhecê-la melhor. O objetivo dele era levá-la para cama.
— Se eu chegar lá e descobrir que a única coisa à nossa espera na recepção é um elevador para nos levar até o seu apartamento, esqueça. Eu vou sair imediatamente e pegar o primeiro táxi que encontrar.
— Combinado. — Ele a observava de perfil. O queixo empinado de teimosia, especulava se passava pela cabeça dela o quão sedutor era aquele silêncio de insubordinação.
Na hora em que o táxi estacionou em frente ao prédio, Zac seria quase capaz de apostar que ela mudara de idéia a respeito de entrar no edifício.
No entanto, tudo que ela disse ao motorista foi:
— O senhor se importaria em esperar alguns minutos aqui? Para o caso de precisar voltar de imediato para a minha casa?
— Sem problemas, querida.
— E então? Passou na inspeção? — indagou Zac, durante o primeiro minuto no interior do prédio. — A área de estar é ali, há um segurança permanente na recepção. O nome dele é Charlie, e estou seguro de que ele vai voar em seu socorro, se você decidir iniciar um escândalo.
— Muito engraçado.
— E então, você vai mandar o nosso motorista desaparecer, ou vai subir no táxi e fugir mais uma vez?
Foi ele ter insinuado que ela fugia que a convencera, disse depois a si mesma. A mulher deixara o saguão do edifício, instante em que Zac havia se remoído de inquietação diante da iminente partida, mas retornara quase que de imediato.
Zac mal acreditou na onda de alívio que o tomou.
De pé, os dois se encararam, um de cada lado do saguão amplo, de decoração cara. Curioso, Charlie virava os olhos de um lado para o outro, na tentativa de acompanhar a reação de ambos.
— Você gostaria de alguma coisa para beber?
— De onde? Não estou vendo muitas máquinas de bebida por aqui.
— Não há máquinas automáticas — afirmou Zac, em posição de sentido, à espera dela. — Há uma cozinha atrás de você. Charlie tem todo o equipamento necessário para nos propiciar um café, um chá, o que você preferir.
— Café está ótimo.
— Fique à vontade, tire a jaqueta — propôs Zac. — Sente-se onde você preferir.
Ao contrário de muitos edifícios de apartamentos em Londres, o prédio de Zac destacava-se por ter sempre um porteiro-segurança na recepção e um saguão de entrada amplo. Grande o suficiente para acomodar a mesa grande de trabalho de Charlie, dois diferentes am­bientes para receber visitas e um número razoável de plantas.
Vanessa ainda mantinha-se de pé cautelosa quando ele voltou com duas canecas de café e um prato de biscoitos, precariamente equili­brado sobre a boca de uma das xícaras.
— Muito bonito o lugar — comentou Vanessa educadamente, sen­tando-se enfim. Em vez do sofá ao lado de Zac, ela optou pela cadeira em frente a ele.Ali Zac estava em casa. Ele respirava poder e riqueza, e o ambiente em volta fora elaborado sob medida para os poderosos e ricos. O piso de mármore brilhava, os detalhes em metal do corrimão da escada bem lustrados, e os lustres no teto impressionavam pela solidez.
— Então — disse Vanessa ao bebericar o café e esforçar-se para se manter blasé em relação ao lugar. — Você tem um apartamento aqui...
— Eu tenho...
Vanessa podia perceber os olhos azuis dele fixados nela enquanto vagarosamente ela examinava em volta. Jeans, agasalho e tênis não se sentiam em casa num lugar como este, embora, justiça seja feita, Zac se mostrasse indiferente à indumentária dela.
Ela, não. Os trajes lembravam a Vanessa — timidamente, é verdade — que o dever dela era apontar todas as diferenças entre os dois, tarefa que ela começara a executar no bar do hotel.

Continua....

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Oiie nina tha ai mais um Cap. espero que goste sexta mais 2 cap. Beijokas Amo vooce's ♥
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Escritora:Cathy Williams "escritora" Joyce "digitei" os nomes dos personagens ♥,

Meus amores espero que gostem!
Amo vooce's ♥


COMENTEM!

capitulo 7 ♥

— As pessoas vêm para cá vestidas com o que bem entenderem — murmurou Zac. — Não precisa se sentir deslocada.
— Eu não estou me sentindo deslocada.
— Não? — Ele fez uma pausa para uma expressão de que não estava levando fé no que ela falava. Ela não resistiu e acabou sorrindo.
— Bem, um pouco.
Era o sorriso? Ele se interrogara. Alguma coisa no sorriso dela desmentia aquele ar de cinismo, revelava uma vulnerabilidade enor­me e dizia muito sobre a perspicácia, o humor e a inteligência guar­dados nela.
— Pegue uma mesa — propôs ele. — Vou pedir algo para bebermos. O que você prefere?
— Café, por favor. Descafeinado, se eles tiverem.
— Eles têm de tudo aqui.
Vanessa sentou-se a uma das mesas circulares de granito polido. As cadeiras tinham um formato esquisito, muito confortável, apesar de não parecer. Como no saguão, havia muita gente no bar. Um mundo de pessoas da noite, exóticas e jovens, as quais bebiam e se divertiam.
— E então? — Ele colocou a xícara sobre a mesa e sentou-se. — Um pouco menos... agitada?
— Eu não estava agitada — disse Vanessa, enfática. — Eu estava chateada porque você me manipulou para que saíssemos.
— Você poderia ter dito não e ido embora. Ninguém a forçou a entrar no táxi e vir para cá. E você não respondeu à minha pergunta. Por que trabalha num lugar em que os clientes provocam em você repugnância?
— Eles não me provocam repugnância. Alguns clientes são até bem legais. Ou pelo menos aparentam ser.
— Você apenas não gosta do tipo de homem que freqüenta esses lugares.
— Você gosta? — Vanessa posava de indiferente, determinada a não deixar que ele notasse o quanto ela estava nervosa e balançada por ele.
— O engraçado é que temos a mesma opinião. Eu só fui lá naquele dia para atender a um pedido de um cliente.
— Ah, e você não estava aproveitando... dando uma olhada em volta?
— Na verdade, não. Isto é, até ver você.
A declaração sem meias palavras a pegou desprevenida e desper­tou todo o seu corpo. Ela não conseguia pensar em alguma coisa para dizer, e ele não demonstrava pressa para quebrar o silêncio e resgatá-la daquela situação.
— Eu... eu... Como eu disse, trabalho lá porque o dinheiro é muito bom... Eu...
Zac a analisava. Ela baixou os olhos e procurava se distrair com o café. Provavelmente, era uma mulher experiente, mas ela fazia com que ele se sentisse como um lobo grande e mau, e ele não gostava daquela sensação.
— Por que você não arruma um emprego diurno? — perguntou ele, permitindo a mudança de assunto, mesmo quando o que realmen­te queria saber é como ela trabalhava onde trabalhava e ainda sim se envergonhava com o galanteio de um homem.
— E por que você não é casado? — Vanessa empinou o queixo e perguntou de forma direta.
— Eu deveria ser casado? — perguntou Zac. Confidencias pes­soais não constavam da sua pauta. Ele ficou desconcertado um pouco e tomou num só longo gole o que restava da sua bebida.
— Bem, você não é tão velho, você é... você é... — A iniciativa que ela reconquistara desapareceu assim que Vanessa constatou o ca­minho que tomava. Listaria os atributos dele, ao mesmo tempo que aquele olhar ousado conspirava contra o muro de cinismo que ela erguera ao longo dos anos?
— Sou todo ouvidos — encorajou ele.
— Obviamente, rico.
— Mais alguma coisa?
— Sim. Arrogante, manipulador, com um ego gigantesco, maior do que um trator.
— Hmmm. Não me parece uma lista de qualidades apreciadas pelas mulheres.
Os olhos de ambos se encontraram, e Vanessa foi a primeira a virar o rosto. Essa conversa tornava-se perigosa.
— Talvez por isso você não tenha encontrado uma esposa ainda — afirmou Vanessa rapidamente. — Como você descobriu este lugar? — disse, mudando de assunto.
— Eu comprei este edifício, o reformei e o revendi. — Zac a observou digerir a informação enquanto fantasiava aquele rosto exó­tico e lindo a brilhar de paixão, aquele corpo despido, agitado pelo abraço de um amante. O abraço dele.
Zac engoliu a saliva e se ajeitou na cadeira.
— Parece muito importante. Como você conseguiu entrar nesse negócio? Deve custar uma fortuna fazer parte do mercado imobiliá­rio. Especialmente em Londres.
— Eu estudei economia na universidade — disse Zac. — Co­mecei com finanças antes de investir em propriedades.
— Você deve ter feito bastante dinheiro com finanças, nesse caso. De outra maneira, você não teria contado com capital suficiente para entrar no mercado imobiliário.
Zac a mirou por alguns segundos. Os olhos de suspeita dele se depararam com os dela, inocentes e arregalados.
— Eu sempre tive uma quantidade razoável de dinheiro à minha disposição.
Claro que ele teria. Era um homem nascido no meio do dinheiro. A riqueza cobria os seus ombros como uma capa invisível. Vanessa desejava vê-lo dizer isso. Alto e claro, para que ela se lembrasse de mais uma razão pela qual deveria sair rapidamente daquele lugar, antes que o rosto sexy, a habilidade para ouvir e a conversa sedutora de Zac vencessem a cautela dela.
— E... o que fazem os seus pais? — perguntou Darius.
— Isso é realmente relevante?
— É para mim.
— Minha mãe é faxineira. Meu pai era carpinteiro do setor de embarcações, mas o número de pessoas que preferem coisas artesanais não é muito grande atualmente. Ele mora em Boumemouth. Ain­da faz algumas peças por conta própria, mas o seu emprego mesmo é o de supervisor numa fábrica de móveis. — Vanessa se pôs de pé e sorriu educadamente.
Ela se ressentia pelo fato de que não o encontraria novamente, mas era assim que tinha que agir.
— Bem, obrigada pelo café. E por favor, posso pegar o meu táxi para casa. — Vanessa não tinha ânimo para enfrentar o metrô naquele momento. Antes que ele pudesse dizer algo, ela já se apressava porta afora, subia a escada e cruzava o chique saguão, que parecia saído de uma revista de celebridades.
_ Ah, não. Você não vai.
Vanessa escutou a voz dele e as passadas velozes atrás dela. Não demorou para que Zac a agarrasse pelo braço e a virasse de frente para ele.

Continua.....


marlucia : Oiee Nina seja bem vinda =-D Fiko feliz que esteja gostando ...akkkkk ajuda com segunda intençoes e acho que e mais ou menos isso ...espero que goste!

♪Lary♥: Oiie nina seja bem vinda =-D ai que bom que vooce gosto fiko muito feliz aaaaaa pq nao comento antes amei se comentario :D a tmabem to com saldade da Myah♥ :( ....a espero que goste do cap !

taina whimsicall *-* ; Oiie nina kkk ui Zac e uma DEUS GREGO msm e ele e todinho da vanessa 1 ...akkkk zackito compotado, sonho akkkkk a vanessa em vez de pega essa homem fika nessa desconfiança toda a se fosse nós todas já tava ate no pés dele akkk brinkis ..espero que goste!

Anônimo ; Akkkkkkkkkkkkkkk pensei que ia me xinga agora UAU que alivio que nao né ...aaaaaaaaaaaaa tambem ti amoooooooooooooooooooooOOO! vlw a vó ti lembra sim linda ate mais ..espero que goste né!

eternamente zanessa :Akkkkk acho que tenho sim mais nao tenho certeza akkkkk ..que nao que vooce nunca deixa de comenta nina TE adorooooOOOO! a espero que goste!

nathylyly ;
bigadinha nina ..e mais uma coisa nao deixe de comenta ...espero que goste!


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Postado por ♥amor eterno zanessa

domingo, 10 de outubro de 2010

capitulo 6 ♥

— Hotel? Não, não, não. — Ela recuou, e Zac impacientou-se.
— Eu disse hotel. Eu não disse quarto de hotel. Nós vamos a um hotel em Covent Garden, ao qual eu normalmente vou quando traba­lho até tarde. Há um bar no térreo, e eu garanto que o lugar vai estar cheio de gente. — Os olhos grandes castanho escuros, entretanto se mantinham desconfiados, e Zac precisou controlar-se para não acariciá-la na tentativa de acalmá-la.
Ele mal podia acreditar que em plena madrugada se dispunha a esperar pacientemente que uma mulher lhe desse uma oportunidade para tocá-la.
— E então? Você vem comigo ou não? Se não, você pode estar certa de que nunca mais me verá de novo. Se você decidir vir, esque­ça as suas suspeitas e entre neste táxi comigo. Muito bem, decida.
Pela expressão de Vanessa, zac percebeu o embate que se passava dentro da cabeça dela. Seja lá qual fosse o resultado daquele con­luio interno, ele não iria atrás daquela mulher de novo. Comportava-se com ela de um jeito que não condizia com a sua personalidade e estava pronto para colocar ali um ponto final naquilo tudo.
— OK. — Vanessa deu de ombros novamente e se aproximou do táxi. Ele se adiantou e fez questão de abrir-lhe a porta. Um gesto com o qual ela não estava acostumada, pois Frankie não era o tipo de cara que abria porta de carros para mulheres.
Apesar da gentileza, ela não vacilou em se sentar encolhida na ponta do banco traseiro, para manter a maior distância possível dele. Não se arrependeu do procedimento, porque mesmo assim, para o seu próprio assombro, percebeu-se sensível à presença dele.
— Eu não sei o seu nome — afirmou Vanessa, após o táxi partir.
— Zac Efron.
— Zac Efron — repetiu Vanessa, forçando a memória. — Você é alguém importante no mundo dos negócios, não é?
— Pode-se dizer que sim. — Ela não aparentava nenhum deslum­bramento com isso, e Zac cedeu à tentação infantil de exibir o seu cartaz. — Eu lido com finanças corporativas. Nós tratamos de fusões e aquisições. Eu também faço investimentos em propriedades. Com­pro para reformar e vender.
— Certo. — Ela virou-se para olhar a cidade através da janela do carro. Esta parte de Londres nunca estava escura. Luzes, painéis lu­minosos e a agitação familiar. Por alguma razão, Vanessa achava mais fácil perder o olhar nas cenas da cidade do que encarar o homem a seu lado.
Ele era o primeiro cara com quem ela conversava de fato em muito tempo. Vanessa ia às aulas durante o dia, mas não participava das festas e encontros dos colegas em bares. Falar com os clientes da boate nem pensar, e ela e Frankie não mais conversavam sobre qualquer coisa que valesse a pena.
— Você não mora em Londres? — Vanessa relutante o olhou, e, por um instante de desatino, imaginou como ele seria por baixo do paletó caro e da camisa social.
— Por que você acha isso?
— Bem, se você morasse na cidade, por que iria para um hotel quando trabalha até mais tarde?
— Eu tenho um apartamento em Chelsea. Esse hotel oferece refei­ções tarde da noite, e às vezes vamos lá para finalizar um acordo enquanto comemos.
— Nós?
— Meu pessoal.
— Seu pessoal?
— Contadores, advogados, quem for preciso. De vez em quando, eu venho sozinho para comer e terminar o trabalho longe do barulho de telefones e fax. — Não seria inteligente acrescentar que ele com­prara e reformara o prédio onde funciona o hotel e, como previsto no contrato, possuía uma suíte de cobertura, que ele costumava usar quando simplesmente não queria se dar ao trabalho de pegar o carro e pedir que George o levasse dali de volta a Chelsea. A pequena extravagância a faria correr à procura de abrigo.
E Zac se dava conta de que a última coisa que desejava era que ela buscasse abrigo para se proteger dele.
— E a sua esposa? Ela aprecia os seus jantares em hotéis caros quan­do você trabalha até tarde com o seu pessoal? — Irrelevante para Vanessa se ele era casado ou não. Não tinha nenhuma intenção em relação a ele. Logo, a curiosidade demonstrada surpreendia a si própria.
— Se fosse casado, eu não estaria aqui. — A frieza na voz dele fez com que ela quisesse retirar a pergunta. — Você não acha impossível trabalhar num lugar em que a sua opinião sobre os seus clientes seja tão ruim?
Ela foi poupada do desafio de encontrar uma resposta para o ques­tionamento, pois o táxi estacionava em frente a um edifício elegante, situado entre uma butique cara de roupas masculinas e uma loja de decoração.
Vanessa pressentia, contudo que a pergunta se repetiria no primeiro momento em que eles estivessem a sós.
— Não é o tipo do lugar para uma garota de jeans — sussurrou ela, com uma risada nervosa, quando entraram no saguão do hotel. Cores sóbrias, uma ou duas pinturas abstratas nas paredes e plantas que pareciam colocadas ali para transmitir uma mensagem específica.
E ele não mentira. Havia pessoas mesmo no saguão. Pessoas re­quintadas, que aparentavam ter dinheiro e com pinta de artista.
Vanessa fechou os punhos dentro dos bolsos da jaqueta e caminhou ao lado dele, que, com longas passadas, alcançou logo uma escada que os levou a um bar no piso inferior,
O que ela estava fazendo ali?, perguntou-se, tensa.

Continua...


Tainá:Akkkk sua maldosa nao vai acontecer nada Muhahahaha! Poow se for pra ter seus comentarios Mara quero ti aquentar bastante espero que goste!

Karoline..♥ :AAAAAAAAAAAAA nina quero tú sempre aki comentando viu se nao vó comer tú com galinha akkk brinki's .... Amor que bom! que gosto do cap. espero que goste desse tambem!

eternamente zanessa : Poxa coitada de mim nao só louka só tenho um parafuso a menos ..Miga tha ai o cap. espero que goste!

Anônimo:Akkkkk sua LOUKA ...akk tambem TE ADOROOO! a só mais uma coisa nao faz isso com suas unhas nina plis vai! a e espero que goste desse!

Tiz :
Oiie miga que bom! que gosro fiko muito muito Feliz . e espero que goste desse cap. !

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Amore's como já diise nao quero quantidade quero qualidade Vlw Amore's .♥..
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Quero divulgar esse blog:http://zanessa-oamorpodedarcerto.blogspot.com/





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